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Vale a pena investir em imóveis?
Foto Shutterstock

Alexandra Almawi
é economista da
Lerosa Investimentos
Foto Adriano Campos
Primeiramente, vamos fazer um teste? Pense em um dos seus sonhos. Provavelmente, você pensou em abandonar o aluguel e morar no que é seu. Ainda criança, sonhamos com a casa-própria e com um cantinho aconchegante para constituir nossa família. Já adultos, saímos à caça de boas oportunidades de compra, pesquisamos o melhor financiamento e, quando enfim conquistamos, logo pensamos em ter um segundo imóvel para alugar e, assim, conseguir uma renda extra. Mas, na hora H, vem a dúvida: investir em imóveis é ou não um bom negócio?

Depende. A grande questão é se você tem todos os recursos investidos em imóveis ou uma parte. Se for apenas uma parcela, é saudável e pode render bons ganhos principalmente em regiões que ainda possuem forte expectativa de crescimento. Caso você não tenha outro investimento, pode ser bastante arriscado. Afinal, se necessitar dos recursos, alguém comprará o imóvel ao preço desejado? Sem contar a tão temida depreciação quando se aluga para terceiros. Quem nunca ouviu a história do amigo que recebeu o apartamento completamente destruído?

Além disso, há o famoso calote. Hoje a lei protege mais os proprietários de imóveis, mas ainda pode ser uma grande dor de cabeça. Principalmente, se este é o seu único investimento. Então a dica é diversificar, ou seja, colocar todos os ovos na mesma cesta não é mesmo o melhor caminho!

No Brasil, historicamente, os imóveis foram a única opção de muitos investidores especialmente em cidades afastadas dos grandes centros e sem acesso às possibilidades do mercado financeiro. Graças à evolução do processo de educação financeira, esse cenário mudou, e hoje é possível montar a carteira ideal de investimentos sem se expor a grandes riscos.


Outra pergunta muito comum: comprar um imóvel na planta é interessante? A resposta depende de dois grandes fatores: o primeiro é o potencial de valorização da região escolhida; já o outro é a forma de pagamento do imóvel.

Muitos investidores optam por pagar uma parcela fixa durante a obra e ficam com o chamado saldo devedor para quitar no momento de entrega das chaves. É aqui que mora o perigo! Em geral, o saldo é corrigido pela inflação do período, ou seja, se a inflação ao longo da obra for alta, o saldo devedor será bem maior e, portanto, a valorização do imóvel terá que ser muito boa para conseguir ainda lucrar depois de pagar o valor corrigido. O ideal é pagar todo o valor no ato da compra e não ficar exposto ao risco da atualização do saldo devedor.

Por fim, não podemos nos esquecer dos financiamentos. Eles podem ser uma boa alternativa para fugir do aluguel. Atualmente existe forte concorrência entre os bancos para captar recursos para casa-própria – e saímos ganhando com isso, porque as taxas tendem a cair. Hoje já é possível ter parcelas no mesmo valor que se paga por um aluguel. Assim, em vez de ter uma despesa, você terá um investimento e, mesmo que demore alguns anos, construirá um patrimônio seu e de sua família.

Por isso tudo, fique atento! Diversificar e pesquisar são sempre os melhores caminhos. Bons negócios!
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