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Como escolher a lâmpada certa
Texto Renata Della Nina | Fotos Divulgação | Adaptação Ana Paula de Araujo

Optar pela melhor lâmpada para cada ambiente da casa é uma tarefa difícil quando se tem inúmeros tipos e modelos disponíveis no mercado. Com a ajuda de profissionais, reunimos pequenos (mas importantes) lembretes para serem levados em conta na hora de iluminar a morada, confira:

 

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Luzes de efeito
 

Nesse ambiente, a luminotécnica ganha facilmente a atenção; primeiro ela imponente luminária de cristais, depois pelas luzes estrategicamente posicionadas. Para conseguir o efeito, a arquiteta Jóia Bergamo costuma projetar a iluminação com o layout do ambiente em mãos. Só assim é possível especificar exatamente o que se quer destacar em cada espaço. “Os projetos têm circuitos onde é possível criar cenas diferentes no mesmo ambiente. A ideia é interessante porque em certos momentos precisamos de uma luz mais aconchegante; noutros, de uma mais forte, focada”, esclarece.

 

Com estilo diferenciado, a luminária tem quatro minilâmpadas dicroicas (35 watts cada) no paflon que, ao refletir nos cristais, cria um lindo efeito visual. As demais são spots embutidos usados para acentuar determinados detalhes. A arquiteta explica que, para conciliar a atmosfera de um ambiente acolhedor – propício para uma boa noite de sono – a necessidades como leitura e escrita, é fundamental ir além da escolha das lâmpadas. “Todas as luzes precisam ter circuitos alternados e dimmer – controladores de intensidade luz –, pois desempenham variadas funções no projeto luminotécnico. Algumas áreas, como cantos de leitura, pedem iluminação focada; outras podem ser resolvidas apenas com a geral”, ensina a profissional.
 

Projeto: Jóia Bergamo; marcenaria: Contemporânea; iluminação: Puntoluce.

Escolha imponente
 

Grande parte dos profissionais acredita que cada ambiente pede um tipo específico de luz, de acordo com a necessidade de cada lugar. As arquitetas Cinthia Garcia e Andreia Karalkovas, da Blanco Design, reforçam: “O ideal nas salas de almoço ou jantar é priorizar uma iluminação focada e de média intensidade, dando destaque apenas para o elemento principal: a mesa. Isso porque o espaço não deve ser tomado por uma mesma luz”.

 

No lustre provençal – uma escolha delicada e contrastante –, as profissionais optaram por lâmpadas vela clara, com potência de 40 watts cada. Como não aquecem, a distância entre a luminária e a mesa pode variar, sem obedecer a padrões. “Precisamos apenas estabelecer uma distância mínima, a partir da qual as luzes não ofusquem os olhos de quem estiver sentado à mesa”, ensina Cinthia. O restante do ambiente leva lâmpadas par 20 recuada e dicroica, que evidenciam lugares específicos dentro do espaço. Quartos e salas pedem menor intensidade. “Por isso está descartado o uso de qualquer luz branca fluorescente”, alerta Cinthia.
 

Projeto e marcenaria: Blanco Design; iluminação: Star Light; cadeiras: A Especialista; cortina e papel de parede: Alamanda Home; espelho: Vidros Regina; objetos de decoração: Archiforma; quadros: Quatro Arte em Parede.

Cada ambiente, uma luz
 

“A escolha da luminária deve estar sempre vinculada ao local em que será usada, à situação, intenção e ao estilo”, explica a designer de interiores Marília Caetano. Nesse projeto, a integração entre a sala e a cozinha pediu itens combinados, mas com luzes diferentes, cada uma adequada à função devida. Na cozinha, o ideal é utilizar luzes utilitárias com iluminação fluorescente de toque amarelado; enquanto na sala, ambiente convidativo ao descanso, o clima pede soluções aconchegantes, geralmente apropriadas para abajures, com controle de intensidade. Assim, a bancada da cozinha com 1,30 m de comprimento ganhou dois pendentes de luzes fluorescentes com 50 cm de distância entre eles, para que toda a mesa ficasse às claras. Além de garantir um charmoso efeito estético, a solução também satisfez uma necessidade do morador.

 

Já a mesa da sala ganhou um pendente maior com lâmpada também fluorescente, mas branca, que se assemelha às incandescentes, com a vantagem de ser mais econômica. No restante do espaço, a profissional privilegiou dicroicas focadas em lugares específicos. As luminárias de tecido estampado proporcionaram alegria à casa, cujo estilo predominante é o clean, mas Marília alerta: “Nesse caso, a cozinha não é uma área de muito trabalho, por isso foi possível usar tecido para revestir a cúpula. Caso a frequência de uso seja maior, é importante atentar ao material do pendente, que exigirá limpeza e manutenção constantes. Vidro, metal ou acrílico são uma boa pedida”.
 

Dica: A distância entre o pendente e a mesa é um fator importante, já que, dependendo da lâmpada usada e do tempo em que permanece ligada, a luminária pode acabar danificando o material do local que ilumina. Aqui a distância ideal entre cúpula/mesa e cúpula/bancada é a mesma, ou seja, 70 cm.
 

Projeto: Marília Caetano; marcenaria: JTMED Móveis; cúpulas coloridas: Dário Cúpulas; mesa de jantar: Artefacto Basic; cadeiras e bancada da cozinha: Empório Vermeil.

Integração valorizada
 

O que não falta no ambiente integrado projetado por Alfredo Mendes são luzes de vários tipos e para diversas ocasiões. O profissional não acredita que existe uma luminária específica para cada ambiente da casa. “Isso dependerá muito do projeto. Há, claro, alguns modelos projetados ou pensados para determinados ambientes, mas o arquiteto ou designer pode transgredir esse uso e obter resultados impactantes”, defende. Esse espaço é ao mesmo tempo home office, home theater e quarto de hóspedes, e recebeu tanto luzes mais aconchegantes quanto focos pontuais.

 

O profissional ensina: “O importante é que a luminária clareie o suficiente para proporcionar uma visão confortável, sem cansar ou atrapalhar. Pode ser desde um simples rasgo no gesso com iluminação indireta até a sobreposição de pendentes. A potência deve obedecer à proporção de 70% para a iluminação geral e 30% para os postos de trabalho”. A opção por um modelo de abajur no canto tem a intenção de proporcionar uma iluminação mais aconchegante nos momentos de descanso ou lazer. Para isso, “foram usadas lâmpadas eletrônicas triplas com 15 watts cada, na cor branco morno, para realçar o revestimento em pergaminho da cúpula e dar um tom âmbar ao ambiente”. Essa coluna fornece uma iluminação baixa, enquanto os demais pendentes dispõem de luzes pontuais na área de trabalho. “Embora a luz artificial conte muito em qualquer projeto, a natural também é de extrema importância e não deve ser negligenciada”, finaliza.
 

Dica: Abajures de mesa ou chão, ambos propiciam luminosidade mais adequada ao repouso por

proporcionarem uma luz com intensidade mais baixa. A combinação entre pendentes e luzes pontuais deu personalidade ao projeto.
 

Projeto: Alfredo Mendes; marcenaria: Maciel Móveis; iluminação: Quartz; TV/DVD: Definitive; papel de parede de tijolinhos e cortina: Orlean; espelhos: Sos.

Leveza e dinamismo

 

“Quando o assunto é quarto, seja de casal ou solteiro, estamos tratando de um ambiente íntimo e de descanso. No entanto, é comum a presença de espaços dedicados à leitura ou ao trabalho, e por isso é preciso especificar uma luminária complementar ao projeto luminotécnico, ou seja, que crie mais uma cena dentro do ambiente. Luminárias de braço ou teto são sempre uma boa pedida, pois não ocupam espaço e podem ter o foco orientado em várias direções”, explica a arquiteta Myrna Porcaro.

 

A profissional instalou dois abajures ajustáveis sobre as camas, visando uma iluminação mais leve e dinâmica. Como eles podem ser direcionados para o local mais conveniente a cada situação, viabilizam a leitura antes do descanso, além de também servirem à bancada posicionada entre as duas camas. As lâmpadas usadas em cada abajur são de LED com 6 Watts cada, o que facilita bastante a conservação. “Elas não aquecem, dispensam manutenção e têm grande durabilidade”, diz a arquiteta. As demais escolhidas para o quarto são do tipo AR 70 de 50 Watts cada, com iluminação plena e consumo de energia moderado. Direcionadas para locais de destaque como as prateleiras com ursos de pelúcia, a iluminação trouxe ainda mais charme para o ambiente. Vale destaque para o cortineiro, também iluminado.
 

Dica: Em quartos jovens, infantis, abajures ajustáveis sobre as camas é a grande pedida, pois deixam a iluminação mais leve e dinâmica. Luminárias de braço ou teto são aconselháveis porque não ocupam espaço e oferecem o foco orientado em várias direções.
 

Projeto: Myrna Porcaro Arquitetos Associados; marcenaria: Top Móveis; iluminação: Abatjour de Arte; persianas: Uniflex.

Distância ideal
 

Por ser retangular, a mesa embutida no revestimento de madeira de demolição na sala de jantar precisava de um pendente que a iluminasse por inteiro. Juntos, morador e arquiteta, escolheram uma peça de formas sinuosas com 80 cm de comprimento. “Acredito que cúpulas são ideais nesses ambientes. Geram, ao mesmo tempo, uma luz de foco e de penumbra, sem deixar o local muito claro e sem incomodar os usuários”, completa a profissional Maithiá Guedes, responsável pelo projeto.

 

A delicada luminária recebeu duas lâmpadas comuns de 40 watts cada, potência ideal para uma boa iluminação do cômodo. É importante lembrar que a distância entre o pendente e a mesa deve girar sempre em torno de 70, 75 cm para garantir o conforto total do usuário, que não deve ser incomodado pela temperatura ou intensidade da luz durante as refeições. Com relação ao espaço entre o pendente e o teto, “depende muito do pé-direito de cada casa. Se ele for alto, a distância terá de ser maior; se for mais baixo, menor; por isso há uma variação, sem uma medida específica”, esclarece a profissional.
 

Dica: As cúpulas são ideais em salas de almoço porque criam uma iluminação equilibrada, nemmuito clara e nem muito escura. Representam mais conforto visual para os moradores.
 

Projeto: Maithiá Guedes; marcenaria: Laurel; pendente: Lustreco; revestimento de madeira de demolição: Mentha; cadeiras: Bonamaison.

 

Onde encontrar:
Abatjour de Arte – Tel.: (31) 3281-1939 – www.abatjourdearte.com.br.

A Especialista – Tel.: (11) 5044-3322 – www.aespecialista.com.

Alamanda Home – Tel.: (11) 4509-4215 – www.alamandahome.com.br.

Alfredo Mendes – Tel.: (21) 2490-1261 – alfredomendes1@terra.com.br.

Archiforma – Tel.: (11) 4990-7151 – www.archiforma.com.br.

Artefacto Basic – Tel.: (11) 3087-7000 – www.artefacto.com.br.

Bonamaison – Tel.: (11) 2592-4881 – www.bonamaison.com.

Contemporânea – Tel.: (11) 3044-7784 – www.marcenariacontemporanea.com.br.

Dário Cúpulas – Tel.: (11) 5055-6153 – www.dariocupulas.com.br.

Definitive – Tel.: (21) 3325-9055 – www.definitive.com.br.

Empório Vermeil – Tel.: (11) 3086-1551 – www.emporiovermeil.com.br.

Jóia Bergamo – Tel.: (11) 3045-5812 – www.joiabergamo.com.br.

JTMED Móveis – Tel.: (11) 3941-1725.

Laurel – Tel.: (11) 4661-1955 – www.laurel.com.br

Lustreco – Tel.: (11) 3845-5463 – www.lustreco.com.br.

Maciel Móveis – Tel.: (35) 9963-6259.

Maithiá Guedes – Tel. (11) 3079-1294 – www.maithiaguedes.com.br.

Marília Caetano – Tel.: (11) 3081-5495 – www.mariliacaetano.com.br.

Mentha – Tel.: (11) 4412-2408 – www.mentha.net.br.

Myrna Porcaro Arquitetos Associados – Tel.: (31) 3261-9311 – www.myrnaporcaro.arq.br.

Orlean – Tel.: (21) 2111-5600.

Puntoluce – Tel.: (11) 3064-0125.

Quartz – Tel.: (21) 2437-0770 – www.quartziluminacao.com.br.

Quatro Arte em Parede – Tel.: (11) 5084-6942.

Sos – Tel.: (21) 2490-2699.

Star Light – Tel.: (11) 4990-3060.

Top Móveis – Tel.: (31) 3662-3633.

Uniflex – Tel.: (11) 2671-5627 – www.uniflex.com.br.

Vidros Regina – Tel.: (11) 4224-6692.

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