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Decoração prática
Texto Naiara Albuquerque | Fotos Alexandre Dotta | Adaptação Humberto Abdo

A parte mais importante no processo de decoração da casa ou do apartamento é a definição do layout, ou seja, como e onde os móveis serão colocados em cada cômodo. Depois deste estudo, todas as demais etapas, como iluminação e escolha do que será exposto, serão definidas. Assim, vale ficar atento a algumas dicas dadas por arquitetos experientes e investir em trena, papel, lápis e régua para esboçar suas ideias. Confira abaixo:
 

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Passo 1: arquitetura

“É normal querer tudo, mas tenha calma e planeje antes de executar. A obra que é feita por etapas permite prever gastos e limitações. Assim, se o sonho ficar caro demais, com criatividade é possível substituir materiais sem comprometer o resultado final”, resume Fernando Vazquez.

De acordo com o arquiteto, o profissional escolhido tem de estar afinado com o gosto e as perspectivas dos moradores. Por isso, o ideal é uma pesquisa sobre o trabalho dessa pessoa: “Caso não haja uma indicação, sugiro uma avaliação prévia em revistas, sites ou livros. Depois, aconselho uma visita ao escritório do arquiteto para que mais projetos sejam conhecidos.”

Passo 2: decoração

“A casa, necessariamente, tem de ter a cara do morador. Isso é um fato. Se a pessoa não sabe o que quer ou como fazer é preciso pedir orientação a um profissional do ramo. Porém, é preciso haver empatia entre as pessoas.

Descubra do que você gosta, que itens trazem nuances da sua personalidade e converse com um decorador”, destaca Ana Pinto.
 

Segundo Sônia Kolinac, a decoração traça um pouco da história da pessoa e tem de ser adequada ao seu dia a dia: “Se você tiver crianças ou cachorros, talvez seja a hora de investir em materiais duráveis e de fácil limpeza.”

Passo 3: defina os ambientes

Qual é o formato da área social? Se for espaçosa, é possível pensar em mais de um ambiente em um mesmo cômodo. A tendência da arquitetura é a de construir áreas amplas, retangulares e sem divisões de alvenaria. Regra básica: as pessoas têm de circular pelos ambientes sem o risco de tropeçar ou esbarrar no mobiliário.

Passo 4:  reúna informações

Considere a rotina familiar. É necessário responder perguntas como: quantas pessoas moram na casa? Existem crianças? A família recebe muitas visitas? Gosta de TV? O hábito é deitar para assistir filmes? Em que ambiente é servido o almoço? A família costuma fazer as refeições reunida? Esses apontamentos, além de outras possíveis dúvidas, permitirão pensar em soluções eficazes, como se o ideal é a integração dos ambientes ou se os acabamentos devem tender para os requintados ou para os funcionais.

Passo 5: integre espaços

Se não existem paredes, são os móveis e acessórios que deverão definir a forma e o tamanho de cada ambiente. Alguns itens são peças-chave nesta hora. É habitual usar sofás para dividir os espaços. Tapetes também são importantes aliados para mostrar onde começa e termina a sala. Cada ambiente tem sua função, mas é importante que haja diálogo de conceitos, cores e texturas entre eles, afinal, dividem o mesmo espaço.

Passo 6: crie sensações

A percepção visual do ser humano é muito sensível aos detalhes que estão a sua volta. Profissionais da decoração sabem bem disso e lançam mão de artifícios que parecem ampliar o ambiente, alongar o pé-direito e equilibrar a proporção dos móveis, criando sincronia e movimento visual com a mistura de materiais e formas.

Passo 7: distribua a fiação

Se a previsão não incluir os pontos de luz nas paredes e na laje durante a construção, o forro de gesso é a solução mais fácil para evitar o quebra-quebra. Geralmente, perde-se 13 centímetros do pé-direito, mas os conduítes ficam camuflados, mesmo se houver circuitos para cenários diferentes, dimmer e automação, que aumentam (e muito) a quantidade de fios e cabos.

Passo 8: defina a função

As lâmpadas têm características distintas, mas todas seguem normas-padrão. Por exemplo, a eficiência da lâmpada é mostrada pela quantidade de lumens –  quanto mais lumens por watt, maior é a eficiência. Outra medida são os kelvins –  quanto mais kelvins, mais claras e brancas serão as lâmpadas.

E alguns especialistas no assunto associam a produtividade e a proatividade do ser humano à intensidade do branco, inclusive na iluminação. Já as amarelas dão a sensação de aconchego e calor.

Passo 9: invista em efeitos

Três usos são mais conhecidos na decoração de interiores: uplight (a luz é de baixo para cima), downlight (de cima para baixo) e wall wash (vários pontos de luz instalados próximos à parede para criar um efeito desenhado). Cada iluminação produz um efeito diferente.

Passo 10: selecione o que ficará

A arquiteta Cristiana Casellato dá as dicas para a etapa final da decoração. Pense em tudo o que você guardou durante a sua vida. Se for necessário, faça uma lista para começar a separar os elementos. Móveis feitos por bons marceneiros, pratarias do casamento da avó e aquele sofá florido, pedindo um novo estofado, podem ser candidatos ideais à nova decoração.

Passo 11: agrupe as necessidades

Como na definição do layout, este passo prevê que muitas perguntas sejam feitas para a escolha de texturas, tecidos e materiais. O que você precisa ter na área social? Espaço para leitura? Para os amigos? Um home office? Quando as funções estiverem definidas, veja se os itens antigos se encaixam no que você quer no projeto atual.

A estante de módulos é perfeita para a divisão de jantar e de estar. O desenho deixa mais leve a integração entre os ambientes. Para encaixar no conceito clean, o apartamento estilo loft ganhou pintura laqueada branca.

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Fiquei muito feliz porque o Portal Decoração foi lançado. Quero que saibam que vou estar sempre aqui aperriando todos vocês. Um super Cheirão!

Tatiana Veras, João Pessoa - Paraíba, via e-mail
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