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Decoração de corredores
Texto Douglas Galan | Fotos Ricardo Novelli | Adaptação Ana Paula de Araujo

Isto não é um corredor! A paráfrase da célebre expressão do pintor surrealista René Magritte (“Isto não é um cachimbo”) explica o resultado do uso da arte em ambientes de passagem. É possível dar vida nova a qualquer hall, escada ou outros espaços de circulação apenas com alguns objetos escolhidos de acordo com a composição do ambiente.

 

Em locais frequentemente desprezados, as obras podem transmitir personalidade, conhecimento ou dar margem à contemplação. Por isso, prego e martelo na mão! É hora de fazer esses espaços passarem percebidos.

 

Quadros colocados com jeitinho

 

A entrada do apartamento possui um longo corredor de acesso aos ambientes sociais. Além de pouco atrativa, a circulação apresentava um defeito estético: a caixa de eletricidade ficava exposta bem próxima à porta. Para resolver a questão, as paredes receberam painel de lambri feito de laca branca. Com isso, o disjuntor foi camuflado e protegido por uma porta de toque, que tornou imperceptível o deselegante quadro.

 

O filete no alto da parede separa a madeira do concreto e, por ser mais projetado que o convencional, o suporte permite que os quadros com fotografias fiquem apenas apoiados. A intenção das decoradoras Mara Franchi Mota e Meire Franchi Silva era deixar o lugar mais descontraído. Por isso, as peças expostas não são objetos de arte, não são valiosas nem assinadas por artistas de renome. Mas são suficientemente atrativas para deixar o espaço mais bem decorado.

 

Alternando as alturas, os quadros são destacados por três pares de lâmpadas dicróicas embutidas no rebaixo de gesso do teto.

 

Projeto: Mara Franchi Mota e Meire Franchi Silva; painel de lambris e móvel para TV: Marcenaria Volponi; quadros: Arte Própria; mesa e cadeiras: Esfera Móveis; bandeja e lustre: acervo dos proprietários.

 

Vaivém entre mestres

 

Neste apartamento, ir em direção aos quartos é muito mais do que se encaminhar para o descanso. Impossível passar pelo corredor e não se sentir hipnotizado. As paredes sustentam obras de Nelson Lerner, Oswaldo Goeldi, José Antônio da Silva, Martins de Porangaba, J. Carlos, entre outros artistas brasileiros e estrangeiros – que, embora desconhecidos da maioria da população, por simples carência de divulgação – merecem esse e muitos outros destaques pela qualidade de suas obras.
 

Para apreciar tanto talento exposto, foi feita, nos dois lados do corredor, uma estrutura de cabos de aço com presilhas e ganchos que se ajustam nos fios de metal e permitem a mudança de posição entre os quadros. O recurso, inspirado em uma galeria de arte profissional, é uma excelente alternativa para o local, que frequentemente recebe novidades. Outro destaque é a iluminação em trilhos com focos direcionados e reguláveis.

 

A proprietária foi marchand durante mais de 20 anos. Apesar de ter encerrado sua galeria, ela não conseguiu abandonar totalmente o trabalho. Levou todo o acervo para seu apartamento e fez do corredor mais espaçoso da moradia seu museu pessoal. Da antiga profissão, além da imensa herança artística, restou o colecionismo – um prazeroso vício, que a leva sempre a buscar novas obras. A tela no à esquerda, presente no hall de entrada é de Enéas Valle, da galeria Lourdina Jean Rabieh Art + Antiques. O gato em destaque à direita é um guache de Aldemir Martins.

 

Quadros: Galeria Lourdina Jean Rabieh Art + Antiques e acervo dos proprietários.

 

Estampas multicoloridas desfilam no atelier

 

Por aqui, pinturas circulam por todos os lugares. Elas estão expostas para a apreciação de visitantes, clientes, amigos... No atelier Coquelicots, de Marco Mariutti, painéis de tecidos, cortinas com motivos diferenciados e telas multicoloridas dão uma leve idéia do que o artista é capaz. A oficina fica situada em uma casa antiga, de arquitetura simples e ares interioranos, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O projeto modesto combina com o aspecto artesanal de suas criações. Em contrapartida, a decoração mostra-se bem-resolvida e, em alguns pontos, até engenhosa, como no caso do projeto luminoténico da sala principal, de estrutura exposta.

Explorando esse visual jocoso, que dialoga com o aspecto manual e personalizado das criações do artista, a residência apresenta alguns espaços de circulação que foram bem aproveitados para expor o trabalho criado. O corredor que dá acesso ao showroom, ao lavabo e ao escritório, por exemplo, ganhou uma cortina para camuflar a grande janela. Nela, Mariutti brincou com flores sobre o tecido de linho.

 

Um barrado xadrez completa o acessório, fazendo uma leve referência campestre. Na mesma parede, uma tela ampara o ambiente com um pouco de arte e cor. Na lateral da casa, foi criado um espaço de convívio que se tornou mais uma grande vitrine do artista. No local, quadros, painéis de tecidos e móveis com estofados e almofadas recobertos com pinturas especiais apresentam a versatilidade do artista. No final do corredor, uma sala externa agrupa quadros.

 

 

Há cerca de 25 anos, Marco Mariutti abandonou a profissão de engenheiro civil para se arriscar no mundo das artes. Inicialmente, dedicou-se à moda, criando estamparia em confecções. Mas rendeu-se à decoração, que lhe oferecia mais possibilidades. “Cada forma de expressão artística tem o seu lugar. Se forem usadas no local adequado e do jeito correto, as obras de arte podem transformar o ambiente, deixando-o muito mais atrativo”, diz. O designer confessa que, ao entrar em qualquer casa, sua primeira observação são as paredes. E o ato de reparar nas escolhas dos outros, levou o artista a uma conclusão: acertar a opção por locais inusitados pode resultar em uma proposta interessante

 

Cortina e quadros: Marco Mariutti; banco, poltronas, chaises e mesa redonda: Coquelicots; cadeiras: Cristie; tapete: Grado; lustre e luminária: acervo do atelier.

 

Hall, o sedutor

 

O estilo oriental-indiano salta aos olhos na decoração deste espaço. Para garantir o tom asiático, a madeira e a pedra foram os materiais utilizados na estrutura; já os complementos contam com cerâmica rústica e bambu. Em vez de ser usada do modo convencional – para guardar e organizar acessórios e objetos –, a estante é um recurso para expor as atrações do hall de entrada. As prateleiras e os nichos foram pensados para amparar objetos de arte ou artesanato. “O objetivo é personalizar o ambiente, dando margem a várias composições”, explica a idealizadora do projeto, a arquiteta Maricy Marcos Borges. “Além disso, as peças tornam o lugar mais sofisticado”, acrescenta.

 

 

Na composição, a escolha contou com esculturas feitas em ferro, latão, bronze, madeira e dormentes de trem. O painel de cedro escurecido e mármore Lineston Oasis Gold tem uma porta camuflada, que dá acesso à adega. Sinal de que, além de apresentar um belo apelo visual, o lugar também tem sua funcionalidade.

Marcenaria e painel: Dameco; pisos e painel: Cia do Mármore; mesa: Interni; flores: Veneza Souzedo, The Flower Power; cortinas: Arthur Decor; vasos e cestas decorativas: Interni e SIA; esculturas: Galeria Gavira.

 

Onde encontrar:

Arte Própria – Tel.: (11) 3088-3112 e 3088-6696 – www.artepropria.com.br.
Arthur Decor – Tel.: (11) 3082-1551 – www.arthurdecor.com.br.
Cia. do Mármore – Tel.: (11) 3085-1279 – www.ciamarmore.com.br.
Coquelicots – Tel.: (11) 3083-2618 – www.coquelicots.com.br.
Dameco Marcenaria – Tel.: (11) 3941-1725.
Esfera Móveis – Tel.: (11) 5105-7755 e 3062-0799 – www.esferamoveis.com.br.
Galeria Gavira –Tel.: (11) 5539-2238.
Galeria Lourdina Jean Rabieh Art + Antiques – Tel.: (11) 3062-7173 e 3033-0147 – www.lourdinajeanrabieh.com.br.
Grado – Tel.: (11) 3081-5333 – www.grado.com.br.
Interni – Tel.: (11) 3081-1664 – www.interni.com.br.
Mara e Meire Franchi – Tel.: (11) 9930-3331 e 9611-4506.
Marcenaria Volponi – Tel.: (11) 9919-9992.
Marco Mariutti – Tel.: (11) 3083-2618 – www.marcomariutti.com.br.
SIA – Tel.: (11) 3081-1664.
The Flower Power – Tel.: (11) 3567-4781; www.theflowerpower.com.br.

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Parabéns a todos! Tornei-me leitora da Revista Feng Shui em Casa recentemente e estou adorando as matérias publicadas! Porém tenho algumas dúvidas e gostaria de ajuda para entender o processo

Cida Gonçalves, Diadema - São Paulo, via e-mail
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