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Garimpando tendências

Texto: Bianca Parada e Daniela Espinelli / Fotos: Divulgação

 

 

Os 195 cabos de vassoura usados no projeto custaram R$ 270.

 

Criatividade Luxuosa
Para dar mais sofisticação ao ambiente sem gastar muito, o artista pernambucano Márcio Oliveira criou quatro luminárias lindas e superoriginais feitas com tubos de PVC. O artista lixou o PVC e fez o desenho das folhas com muito cuidado para não deixá-las soltas, para não perder a resistência. Com uma broca de aço de 1,5 mm ou uma microrretífica da Dremel (Bosh), ele recorta as folhas, criando a forma final.

 

Ofurô revestido de charme
Elaborado para trazer relaxamento e lazer ao banheiro de 18 m², as arquitetas Fabiana Visacro e Laura Santos valorizaram o ambiente, aproximando-o dos gostos do casal antenado em inovação e na questão da sustentabilidade. O destaque do projeto foi o uso de vassouras para revestir o ofurô. A ideia das profissionais foi executada com 195 cabos cortados ao meio, envernizados com verniz náutico, cor embuia, e fixados com pregos tradicionais e fitas de aço que contornam nas partes superior e inferior do ofurô (na ordem, fita de aço, pregos e cabos de vassoura, de modo que não fique aparente), como se fosse uma saia. O banheiro recebe iluminação de LED e reaproveitamento de materiais, como os tubos de PVC, que foram trabalhados para dar origem às luminárias pendentes. Permitindo a circulação com segurança entre a área do box e do ofurô, foi utilizado porcelanato rústico antiderrapante e, nas paredes, tintas impermeáveis para áreas secas e revestimento azul royal.

 

Projeto: VS Design;

Banheira: Riolax;

Bancada de mármore Rosê: Baracho Pedras;

Piso: ABC da Construção;

Revestimento: Santa Cruz Acabamentos;

Painéis em 3D: Barão Interiores;

Luminárias de PVC rendadas: Márcio Oliveira;

Cubas e bacia sanitária: Roca;

Metais: Lorenzetti;

Orquídeas e dracena: Floricultura Flor e Vida;

Iluminação: Alalux;

Vidros: Botique do Vidro;

Espelhos e puffs: Templum Mobiliário;

Adornos: Valentina;

Gesso: JH Gesso.

 

* Preços referentes a julho de 2013, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

Além da mesinha, a maioria dos itens deste delicado cantinho é reciclada ou garimpada: móveis que foram repaginados, catálogos que viraram quadros e objetos comprados em lojas populares de R$1,99.

 

Na internet
Com a mesa pintada e seca, Erika fez o trabalho de estêncil. O desenho foi achado na internet e adaptado em arquivo para impressão. O molde está disponível no site da profissional (www.erikakarpuk.com). Aí, bastou a tinta spray preto-fosco para compor o tampo. Como uma segunda opção para dar acabamento, a profissional indica passar verniz ou colocar um tampo de vidro por cima.

 

Mesinha cool
Aqui, a designer de interiores Erika Karpuk dá uma lição de sustentabilidade e, até mesmo, de caridade. A delicada mesinha foi comprada por apenas R$ 50 nas Casas André Luiz, uma instituição de caráter filantrópico sem fins lucrativos que atende gratuitamente, desde 1949, a pessoas com deficiência intelectual. Como uma das ações, o local recebe doações de móveis em bom estado e os revende. Garimpando, é possível achar grandes preciosidades por um preço bom, como essa peça de Erika. Para personalizá-la, a profissional lixou-a para tirar o verniz antigo: “O tampo também foi lixado, mas no processo verifiquei que a folha de madeira estava lascada. Esse ponto foi crucial, pois fez que o projeto de restauração mudasse um pouco a direção”, conta. Após retirar a folha danificada, a designer adorou a madeira que estava por baixo e decidiu mantê-la com suas características naturais. Então, toda a estrutura do móvel foi pintada com tinta spray azul e o tampo recebeu um trabalho de estêncil.

 

Cada lata de tinta spray saiu por R$ 12. A mesa custou R$ 50.

 

Projeto:Erika Karpuk;

Mesa lateral: Casas André Luiz;

Letra LOVE: Archiforma.

 

*Preços referentes a agosto de 2013, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

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Foram usadas lâmpadas incandescentes ligadas a um dimmer que controla a intensidade da luz.

 

Reaproveitamento total
Toda a decoração da sala da arquiteta Cristiane Py foi pensada em móveis que já existiam. O aparador pertencia à avó de um cliente, que, ao herdar a propriedade, pediu que o móvel fosse desfeito, porém, a profissional teve interesse em harmonizá-lo com sua mobília. Por ser uma peça antiga que se encaixava no ambiente, ela não passou por mudanças, foi feita apenas uma limpeza. Buscando integração com os outros móveis e objetos, foi decidido que o aparador fosse colocado próximo à mesa de jantar, para ser utilizado como apoio durante as refeições. Acima da mesa de jantar, outro objeto foi reaproveitado: um belo lustre! A peça pertencia à residência de moradores tchecos (na década de 1950), no bairro do Pacaembu, onde atualmente fica o escritório da família da arquiteta. A luminária deixada pelos antigos moradores recebeu uma restauração geral e toda a parte elétrica foi refeita com troca de fiação e dos soquetes para PVC (pois os originais ainda eram de madeira). Os cristais removidos receberam lavagem especial, os “grampos” que os prendem foram trocados, e os cristais, redistribuídos. Além disso, outras peças foram utilizadas para complementar o conjunto.

 

Projeto: Cristiane Py;

Restauração do lustre: Oliveira Lustres e Restaurações Ltda.;

Marcenaria planejada: Italy Móveis;

Piso: Felgueiras Pisos;

Obras de artes: Mira Schendel, Miro Bampa, Christina Parisi, Lucia Py,
João Rossi, Orlando Marques, Geu, Raul Cordola.

 

*Preços referentes a março de 2009, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

Imagem 2
As profissionais dão uma dica
para economizar na restauração: a pintura pode ser feita em pátina, pintura convencional, detalhes de tecidos ou adesivos.

 

Quarto customizado
A arquiteta Cláudia Aragão e a designer de interiores Cátia Maiello abusaram de feminilidade e delicadeza para este quarto da mostra Morar Mais por Menos – BH. Desenvolvido para uma blogueira de moda, o ambiente pede cores e alto-astral, por isso, foram escolhidos tons de lilás, azul e branco com espelhos e detalhes provençais. A delicada penteadeira foi garimpada de uma loja, precisando de reparos gerais e pintura de laca. Além de mudar sua cor, o espelho foi substituído. Customização é a peça-chave desse projeto, que teve o criado-mudo, a cabeceira e o pufe também reaproveitados, cuidando apenas de alguns reparos e da pintura.

 

Projeto - adornos, cabeceira, cabideiro em MDF, capa de crochê do pufe, criado mudo, penteadeira e porcelanas pintadas à mão: Casatelier (Cátia Maiello e Cláudia Aragão);
Cama box: Ortobom;

Cortina: Momento;

Tapete: Marie Camile;
Puxadores de flor: Asiart;

Puxadores de vidro: Ventura Design.

 

*Preços referentes a agosto de 2012, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

O móvel custou R$ 800. Uma alternativa um pouco mais em conta que laquear é utilizar uma pintura de pátina, por exemplo. 

 

Diminuir para ampliar
Este bufê foi um presente de casamento da irmã da noiva. No entanto, havia um problema: era muito grande para a sua sala. Assim, a solução foi, literalmente, dividi-lo ao meio: “O móvel de quatro portas passou para duas e em vez de acabamento na madeira (imbuia), recebeu laca brilhante na cor cáqui”, conta Adriana Morávia, arquiteta responsável pelo projeto. Para arrematar e dar um visual mais moderno, todos os puxadores foram trocados.

 

Projeto: Adriana Morávia.

 

*Preços referentes a maio de 2011, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

Imagem 1
Outros objetos
podem ser reaproveitados para suporte de abajur. Por exemplo, o cliente já o montou com uma lata de 5L de chopp.

 

Personalizados
Ao projetar o dormitório de um jovem de 20 anos, estudante de direito e apreciador de música, os arquitetos buscaram detalhes rústicos e característicos do perfil do morador. A mesa lateral, em forma de barril, foi adquirida na Tanoaria Barros e é feita de madeira jequitibá rosa. Como o fornecedor já produz alguns desses modelos específicos para decoração, o produto só precisou ser envernizado. Para deixar esse cantinho mais personalizado, a ideia foi utilizar um abajur feito artesanalmente com garrafa pelo cliente. A proposta foi apenas alterar a cúpula existente por uma mais proporcional ao tamanho do suporte e de cor preta, para combinar melhor com os outros objetos e acabamentos do ambiente.

 

Projeto: Value Arquitetura;

Móveis planejados: Bontempo;

Piso: Indusparquet;

Cama: Copel;
Adesivo parede: Anx Comunicação.

 

* Preços referentes a fevereiro de 2013, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

 

Imagem 2
O custo total da prateleira foi de R$ 70.
Engradado, R$25.
Base de madeira, R$ 25.
Pés palito, R$ 10 cada.
Parafusos com porca de borboleta, R$10.

 

Decoração alternativa
Em busca de projetos econômicos e sustentáveis para decorar o lar, o casal de designers Patrícia Melo e Vinicius Yagui, do site Remobília, encontrou em diferentes sites diversas propostas do conceito upcycling, em que são reutilizados objetos que não têm mais valor, sendo criadas novas funções com design e funcionalidade. Desde 2011, os designers brincam com a ideia de construir móveis com engradados, e, na reforma do quarto do filho, eles buscaram usá-los nas cores azul e vermelha, pois são mais atrativas e intensas para esse material. Os caixotes não precisaram de tratamento nem muitas mudanças, eles foram fixados um no outro com porcas borboletas e na base de madeira também com parafusos. A madeira utilizada é originária de uma tábua de pinus de reflorestamento, que pode ser encontrada em lojas de decoração e material de construção para prateleiras. Os pés palito e a base foram encomendados na medida correta dos engradados.

 

Projeto: Remobília;

Engradados: Proplast;

Base de madeira: Center Castilho;

Marcenaria: Delta;
Pés palito: Madeireira Pérola do Norte Ltda.

 

*Preços referentes a agosto de 2013, época de execução da obra, sujeitos a alterações.

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