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Criatividade em alta

Texto: Camila Oliveira / Fotos: Divulgação

 

Rio de Janeiro

 

Sala-bar descolada
As profissionais Marcella Bacellar e Renata Lemos apostaram em um projeto que integra uma área de estar e um bar, proporcionando uma sensação descontraída para receber os amigos, com tons frios misturados a texturas acolhedoras, como o couro e a madeira, móveis improvisados e certa “desarrumação”, que intensificam o estilo cool trash. A marcenaria foi feita com chapas de OSB, material normalmente rejeitado e usado como tapume de obras, e a iluminação, com lâmpadas de LED, que reduzem em até 80% o consumo de energia elétrica. Há também um banco que se integra a uma mesa lateral, construído com cartelas de ovos que foram descartadas por uma fábrica de doces.

 

A mesa do bar foi feita a partir do agrupamento de pedaços de caixas de vinhos com os rótulos, e o garrafeiro foi desenvolvido usando malhas metálicas encontradas em um ferro-velho. A parede recebeu revestimento Forrorama, feito de plástico e com acabamento em alto-relevo, e custou (R$ 15 (o m²).

 

Projeto: Marcella Bacellar e Renata Lemos (Nobi Arquitetura+Design).

Fornecedores: Forrorama Colabardini; Urban Arts; Lz Studio; Orlean; Ferro Velha Bahia; Pedro Vasconcellos; Alice Quaresma; Nine Cohen & Manttuano.

 

Espaço jovem
As profissionais Regina e Bianca Prior criaram o Quarto da Moça, pensado para uma mulher com cerca de 30 anos que é contemporânea, eclética e financeiramente independente, mas que ainda mora com os pais. O ambiente é descontraído, e utiliza tecidos com estampas étnicas e móveis que brincam com a geometria, além de dar destaque para os tons de verde e laranja, muito em alta neste ano. Remetendo ao Rio de Janeiro, quadros de grafiteiros misturam-se a cores fortes e móveis assinados por designers locais, trazendo a alegria e leveza da cidade. A madeira de demolição e o reaproveitamento de móveis reforçam a proposta sustentável do projeto e da mostra.

 

Para a base da cama, foram utilizados paletes que seriam descartados (total de R$ 550), servindo também como apoio para livros e objetos pessoais. Uma moldura com origamis forma uma divisória que delimita o espaço de dormir e de trabalhar.

 

Projeto: Regina Prior e Bianca Prior.
Fornecedores: Ville Marie; ByFloor; Lattoog; Velha Bahia; Urban Arts.

 

Cantinho da chef
Baseado na gastronomia, uma das profissões que está em alta, o ambiente foi pensado para uma chef de cozinha dona de um estilo próprio. O projeto traz um mix de tendências contemporâneas, com espaços abertos e integrados, fazendo da cozinha o coração da casa. O teto faz-se presente como superfície decorada, e a mistura de cores e texturas provoca sensações únicas. Para diminuir os custos, os quadros trazem imagens royalty-free baixadas da internet, e os móveis de cozinha são prontos, em vez de planejados.

 

Tapete feito com jogos americanos, luminária de funis, ganchos de parede feitos com xícara, tambor de óleo como mesa lateral, mesa de porta e cavaletes, e estante de caixas de vinho e gavetas antigas são algumas das soluções deste surpreendente projeto.

 

Projeto: Viviane Visentin e Vivianne Pontes.
Fornecedores: Lala Bortoloni; Studio do Sono; Chesterfield.

 

Quarto acolhedor
Em 15 m², as designers Ândrea Fricks e Márcia Martinez projetaram um dormitório com a calma para um bebê, mas sem esquecer das cores vivas. No centro, o berço de junco remete à forma como alguns índios brasileiros embalam seus filhos, por meio de redes ou camas feitas com balaios de palha. O piso é de EVA, material econômico e seguro; o teto e as paredes são revestidos com papel. Os objetos decorativos reciclados foram fornecidos pela ONG ATOAR, que é uma cooperativa de artesanato.

 

Uma das luminárias foi feita com copos de papel forrados de tecido, e a cama de babá foi montada com blocos de concretos reutilizados, servindo de sapateira. O abajur tem como base uma garrafa de vidro que seria descartada.

 

Projeto: Ândrea Fricks e Márcia Martinez.

Fornecedores: Breton Actual; Casa e Bebê.

 

Cuiabá

Valorizando o regional
Para abrigar uma loja de cosméticos, este espaço traz produtos regionais, oriundos de artesanatos do Estado do Mato Grosso. Buscando a utilização de materiais sustentáveis, foram escolhidos vários recursos reciclados, como mesas de apoio de bobinas de fios elétricos, pintadas de amarelo. A iluminação é toda de lâmpadas de LED, que reduzem o consumo de energia elétrica e dão destaque aos produtos das prateleiras.

 

Prateleiras usaram paletes como matériaprima, que foram pintados com tinta acrílica fosca de cor azul-turquesa, e iluminados com fitas de LED de cor âmbar. O balcão de atendimento foi construído com blocos de concreto aparente, recebendo uma bancada de madeira de demolição.

 

Projeto: Roberto Zandona.

 

Espaço radical
As profissionais da Rocaille Arquitetura e Interiores basearam-se em um rapaz desportista para este quarto, escolhendo o ciclismo por ser sustentável e uma tendência para amenizar os problemas de mobilidade urbana. Os tons escolhidos foram o azul e o amarelo, que trazem calma e alegria. A cabeceira foi confeccionada em um grande painel almofadado, fechando a composição com o papel de parede, com detalhes em amarelo, e a cortina de seda, que harmoniza o ambiente. A bicicleta ganha destaque especial, sendo exposta em uma das paredes.

 

O banco da escrivaninha foi reaproveitado de um filtro separador de óleo de um compressor. Aros de bicicleta de carbono compõem vários itens da decoração (como a luminária pendente). A cama tem base de paletes, que receberam pintura e base com mangueira de LED – uma alternativa econômica para a iluminação.

 

Projeto: Rosemari Vieira Bragança e Lorena Clemente Coura, da Rocaille Arquitetura e Interiores.

 

Fora da cozinha
A ideia das profissionais Élian Pérsia e Gabriela Hoepers era fazer um escritório descontraído para uma chef, onde ela pudesse pesquisar as receitas e testá-las na cozinha ao lado. A cor framboesa combina com o tema, e o paisagismo artificial da parede oposta quebra a formalidade de um escritório. Há uma horta feita com potes de vidro que seriam descartados, e a iluminação artesanal, o que deixa o ambiente mais pessoal.

 

A madeira contrasta-se com a leveza do metalon na estante suspensa, que é um tubo de açocarbono comum. A escolha traz economia, já que a marcenaria é um dos itens com custo mais alto. A mesa é feita com uma grade de janela reaproveitada, que traz grande valor estético e sustentável.

 

Projeto: Élian Pérsia e Gabriela Hoepers.

Fornecedores: Coral; Varejão das Tintas; Elétrica Jodal; JH Gesso; Tok&Stok; Um Quarto Interiores.

 

Pensando no futuro
Baseado no retrofit (modernização de algo considerado ultrapassado), o ambiente aproveita o espaço, mas permite que reformas sejam feitas sem “quebra-quebra”. As paredes são revestidas de grafiato, e, dentro do box, há pastilhas com efeito molhado. O teto tem iluminação e ventilação naturais por meio de um domus. O piso de cerâmica vermelha foi mantido e a pia de coluna preservou sua função. O box foi mantido, com um puxador de cristal colocado no lugar do anterior.

 

O grafiato tem alta durabilidade (cerca de 10 anos) e pode ser aplicado direto sobre os tijolos, ou, se a superfície estiver muito irregular, em cima do reboco, evitando o uso de massa fina e corrida. Isso pode reduzir consideravelmente o custo do projeto.

 

Os espelhos são soltos e customizados com molduras de crochê, e o móvel azul com rodízios pode ser removido e substituído de acordo com a vontade do morador, sem a necessidade de descartar a peça. Luminárias de garrafas PET e papel celofane misturam-se a lâmpadas de LED.

 

Projeto: Ednei Aquino.

Fornecedores: Vetra Design; Pastilhas BH; Armaria.

 

Belo Horizonte

Quarto do casal
Cássio Diniz e Luciano Costa criaram um espaço com objetos sustentáveis. Uma estante de madeira de cor vermelha abriga livros e quebra a neutralidade do quarto. A luminária com lâmpadas pendentes mostra uma solução moderna e econômica. No mobiliário, madeira de reflorestamento reduz o impacto ambiental. No ósculo do teto, foi colocada uma estante preta com linhas orgânicas para fazer o fechamento e causar um efeito diferente.

 

Caixotes de feira foram usados no interior do quarto como base para o criado e revisteiro e, na área externa, como nichos para adornos. A divisória foi confeccionada por uma fita elétrica, que conduz energia desde o teto.

 

Projeto: Cássio Diniz e Luciano Costa.
Fornecedores: Coral; Varejão das Tintas; Gebauer; OG Organize a Vida; Tok&Stok.

 

Decoração atemporal
As profissionais da Seta Interiores criaram um quarto para ser usado em várias etapas do crescimento. O berço, com poucos ajustes, pode se transformar em um sofá. Em vez da cômoda, um móvel com módulos de tamanhos e formas diferentes, com detalhes de acrílico e vidro. O banho é feito em uma réplica em miniatura da banheira vitoriana. Os pendentes são gaiolas de mecânicos (pendente de luz tipo gaiola para bateria de carros), pintados com tinta spray e pendurados com fios cobertos por fita de cetim. Esse acessório pode ser encontrado em lojas de peças de automóveis por cerca de R$ 13 (unidade).

 

Para a execução do berço, foi utilizada madeira descartada na fabricação de outros móveis. O caixote plástico de hortifrúti transformou-se em uma caixa para guardar brinquedos, e seu suporte poderá se transformar em uma bandeja ou mesinha no futuro.

 

Projeto: Seta Interiores.

Fornecedores: Sombra Verão; Ravello Kids; Bibi; Pastilhas de Vidro BH; Coral; Varejão das Tintas; Móveis América; Doka; Belíssino.

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Tatiana Veras, João Pessoa - Paraíba, via e-mail
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