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Tudo sobre piscinas
Texto Leonardo Valle | Colaboração Renacha Batista

Ter uma piscina em casa é o sonho de consumo de muitos brasileiros, afinal, vivemos em um país tropical (abençoado por Deus e bonito por natureza)! Seja para os filhos brincarem ou para relaxar à beira d'água, todo mundo que tem um espaço sobrando na área externa já pensou em instalar uma peça.

Mas não basta sonhar, é preciso fazer - o que não é nada simples e desperta uma porção de dúvidas. Por isso, pedimos para nossos internautas enviarem suas dúvidas, as quais respondemos nesta matéria completíssima.

A obra em passos
A primeira etapa ao construir uma piscina é providenciar projetos de cálculo hidráulico e elétrico logo após a elaboração do projeto arquitetônico. Em conjunto, eles determinarão se a caixa da piscina será de concreto ou alvenaria armada. “Quando a piscina é enterrada (com suporte da terra), é indicado o uso da alvenaria armada. Caso contrário, utiliza-se concreto”, diferencia a arquiteta Roseana Monteiro. Quando o assunto é escavação, alugar uma máquina bobcat sai na frente da manual em termos de custo-benefício. Ela permite que o fosso que irá receber a piscina seja aberto em até duas horas. Na sequência, é feito o processo de impermeabilização e um teste com água. Se ela não baixar, a piscina estará pronta para receber o acabamento.





“Posso construir uma piscina com borda infinita mesmo não tendo vista para o mar ou montanhas?”

Flávio Zambelli Segundo, São Paulo (SP)

“Piscina com borda infinita é um recurso técnico de construção em que podemos integrar o entorno sem limitar a área da piscina. Quando não temos topografia e vista que favoreçam essa solução, vale criar o ambiente elevando aproximadamente em 60 cm a estrutura da piscina, com paisagismo adequado à proposta.”
Emília Fuke, arquiteta




Por dentro do revestimento
Cerâmica:
os mais populares são as pastilhas e os azulejos feitos de vidro e porcelana. Enquanto o primeiro tem um custo mais acessível, o segundo conta com a vantagem de ser resistente a acidentes. “Em linhas gerais, esses revestimentos são duráveis e oferecem possibilidades ilimitadas de formatos e cores. Entretanto, existe um alto custo estrutural, maior acúmulo de sujeira entre os rejuntes e difícil manutenção em caso de vazamentos”, esclarece Márcio Antônio da Silva, técnico da Sibrape.
Vinil: a desvantagem é a durabilidade, que costuma não ultrapassar 10 anos. E também é vulnerável ao cloro, problema que pode ser resolvido por meio do uso de formas alternativas de manutenção, a exemplo do ozônio. “Entretanto, a flexibilidade do material evita acidentes, como aqueles que ocorrem com arestas de pastilhas de cerâmica”, cita o profissional.





"Tenho um espaço de 50 m de comprimento por 10 m de largura. Como fazer uma piscina aconchegante sem perder medidas na largura?"
Ledina Gomes de Medeiros, Feira de Santana (BA)

“Tudo vai depender da posição do imóvel e da insolação. De qualquer modo, aconselhamos a traçar uma piscina retangular, alinhada ao comprimento do terreno e próxima da divisa. Com isso, sobra espaço para um deck, no qual os usuários podem tomar banho de sol.” Douglas Aguilar, arquiteto





Tipos de tratamento
Cloro: para ter uma piscina livre de bactérias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o tratamento com 0,5 mg de cloro para cada litro de água. O produto é eficiente e atua como coadjuvante inclusive em outros sistemas de tratamentos, como no caso da radiação ultravioleta. Entretanto, pode causar irritação de olhos, ressecamento da pele e desgaste de piscinas com revestimento de vinil.
Ozônio: é um gás natural com alto potencial bactericida, algicida e fungicida. “Para isso, são instalados um equipamento que transforma oxigênio em ozônio por meio de uma célula e uma placa geradora”, explica Rodrigo Sbizero, proprietário da empresa de tratamento de água Panozon. A manutenção é simples, mas algumas peças sofrem um desgaste natural e devem ser substituídas a cada 2 anos. E, ao contrário do cloro, não causa irritações das mucosas.
Radiação ultravioleta: os micro-organismos são atingidos por ondas de luz. Para isso, a água precisa estar limpa e clara; caso contrário,  apenas as bactérias que estão na superfície são alcançadas. “Esse sistema não dispensa o uso do cloro”, lembra Sbizero.
Sal: é formado pela combinação de cloro com sódio (NaCl). Sua vantagem é que ele reduz a utilização do cloro na piscina; entretanto, pode provocar o chamado “efeito maresia”, corroendo estruturas que possuem alumínio.







"Mudei para uma casa onde já existia uma piscina feita com azulejos antigos. Gostaria de pintá-los de branco. Existe alguma tinta específica para isso?"
Marianna Nannetti, Joinville (SC)

“Há um produto específico para pintura de azulejos para piscina, em epóxi. Ele tem garantia e você não terá problemas com a pintura. Além disso, poderá escolher algumas cores para fazer novos desenhos, tornando a sua piscina exclusiva.”
José Queijo Felix, arquiteto da Montagem Arquitetos Associados




"Posso fazer uma piscina em cima de uma laje?"

Pedro Souza Neto, Salvador (BA)

“Piscinas instaladas sobre lajes requerem projetos estruturais específicos. As lajes são feitas para suportar um determinado peso por metro quadrado e este peso não pode ser excedido. Reforços estruturais podem ser necessários e piscinas leves seriam mais adequadas. Por outro lado, se a piscina for projetada antes da construção do imóvel, não existem limites para forma, materiais, tamanho e profundidade. Contornado o problema estrutural, a atenção deve se concentrar na correta impermeabilização para evitar vazamentos, que são de difícil reparo e causam bastante estrago.” Marcos Bertoldi, arquiteto




Para os dias de frio

Existem pelo menos cinco sistemas para aquecer a água da piscina: solar, trocador de calor, elétrico, a gás e a lenha. De todos eles, o mais indicado é o solar, por apresentar menor consumo mensal, possibilitar a redução do impacto ambiental e por não possuir nenhum risco de utilização. “Outro sistema que merece destaque é o trocador de calor. Apesar de ser elétrico, ele é econômico ao reduzir o consumo de energia”, salienta Demétrio Cabello, diretor comercial da empresa de equipamentos de aquecimento Ouro Fino. As demais opções de aquecedores possuem características que, ao serem colocadas no papel, costumam inviabilizar os projetos. É o caso da versão elétrica, que tem um custo alto e é vulnerável a choques. “Os sistemas a gás e a lenha também são caros e ainda emitem poluentes”, adverte Cabello. Em linhas gerais, a implantação tanto de um sistema de aquecimento solar quanto por troca de calor tem um custo de R$ 5 mil em piscinas com área aproximada de 35 m³. Há ainda a possibilidade de aliar mais de um tipo de aquecimento para garantir o bom uso da piscina. “É comum o uso do sistema de aquecimento solar durante o dia, e os trocadores de calor para o período noturno, quando já não há mais sol”, finaliza o profissional.




"Posso colocar a luz com fibra ótica na piscina?"

Maria Gorete Ximenes Fragoso, Vitória (ES)

"Essa iluminação pode ser feita interna e externamente. Os cabos são utilizados para criar um efeito neon no contorno das bordas ou no fundo das piscinas e pode ter mudança de até 4 cores. A luz de dentro pode ser feita com cabos ou com bastões óticos, com mudança de tonalidades da água e total segurança, pois não há riscos de choques elétricos. Os cabos devem ser embutidos na parede da piscina." Ana Vidal, arquiteta da Vidal e Sant’Anna Arquitetura








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Fotos Eduardo Liotti/Divulgação

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