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21/11/2010
O prazer de morar sozinha
Por Fernanda Machado | Foto Divulgação

 

Fernanda Machado é diretora da loja Casa 21
Tudo começou com o contato da Lara (nossa assessora de imprensa). A pergunta foi imediata: “Você mora sozinha? Concorda em participar de uma pauta da revista Casa & Decoração? Seu perfil combina com a matéria”. No turbilhão, surgiu a lembrança de ter lido recentemente uma crônica da escritora Danuza Leão sobre o tema. Não sou cronista nem jornalista, mas aceitei o desafio.

Vivo em um apartamento de 60 m² comprado há alguns anos e que está em constante mudança. Durante anos de profissão, ao lado de Delia Beru, minha mestre, formei meu senso estético e aprimorei o desejo pelo belo e funcional. Hoje tenho peças e móveis que fazem mais sentido para mim. O que me deixa feliz é saber que estou fazendo minha história nele, porque tudo reflete o meu jeito de ser e as coisas que descobri com os anos. Entre elas, a admiração por um belo desenho e pelo conforto que proporciona.

Na sala de estar, por exemplo, vivo encantada com a cadeira de balanço de Michel Arnout porque me faz lembrar a antiga cadeirinha na qual minha mãe embalava meu sono. O sofá T.K., aconchegante, de linhas modernas, funciona como um convite até para dormir (e isso acontece com frequência).

Mas a minha vida também está diretamente ligada às raízes. Por isso, resgatei o velho bufê da vovó. Tudo bem, ele tem um estilo duvidoso, mas resolvi personalizá-lo sem perder o valor afetivo fortemente embutido. Acho a minha cozinha compacta e pretendo, em breve, integrá-la à sala de jantar, que hoje está praticamente sem uso e, admito, mereceria receber mais.

O meu quarto é uma espécie de reconciliador com o mundo. Nele eu descanso efetivamente, leio um bom livro e o jornal do dia. Tudo isso na minha Cama Violeta com encosto reclinado e com a ergonomia adequada. Claro, o LCD também está presente para assistir a séries inteligentes, filmes, e acessar a internet. Nele, não sinto necessidade em mudar nada. É a minha cara! E, por isso, acredito que a decoração e a arquitetura sejam a tradução interior de quem mora nele.

Tudo bem, as tendências são importantes, mas não determinantes. É uma questão de bom senso, harmonia de ideias e inúmeras possibilidades, e isso é prazeroso porque o exercício de mudar é um desafio estimulante. Vejo a valorização do próprio espaço como uma espécie de proteção dos conceitos de vida. Adoro morar só e não me sinto sozinha. Faço da minha casa um oásis para receber meus melhores amigos, meu amor e a minha família.

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Quero parabenizar pela edição de maio da Casa & Decoração, que foi muito bem elaborada e tem matérias bastante úteis. Continuem neste caminho, melhorando e buscando atingir o máximo de leitores possíveis

Alessandra Silva, Salvador - Bahia, via e-mail
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